Dia Internacional da Mulher (e empreendedora)

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No Brasil, as empresárias mostram garra, determinação e sensibilidade na hora de administrar. E já estão à frente de mais de 50% dos negócios abertos no nosso país.

 

“Ela corre risco. Ela inova no seu negócio. Ela está orientada para o crescimento do negócio, ou seja, colocar o negócio em outro patamar. Além disso, ela usa algumas características muito próprias da mulher. Por exemplo, a intuição, uma humanização no trato com os seus funcionários,” diz o professor da GV Tales Andreassi.

 

E no mercado de vendas diretas eu não tenho dúvidas que os desafios para a mulher que desenvolve o marketing multinível são maiores do que os enfrentados pelo homem.

 

A mulher casada, com filhos, com um emprego tradicional e que desenvolve uma atividade de venda direta ou marketing multinível  está desempenhando uma tripla jornada. É desafiador.

 

No entanto, sabemos que a seu favor está a decisão de construir esse negócio apesar de todos os obstáculos existentes. Seguir em frente apesar de críticas familiares, conciliação com as tarefas maternas e profissionais é provar um comprometimento ainda maior com a construção do seu futuro

 

Casada, solteira, mãe, sem filhos, jovem, na melhor idade, estudante, com ou sem emprego… não importa – a mulher empreendedora entende que a construção do seu negócio próprio é muito mais do que um desafio, é um objetivo de vida, conforme escreve Luiz Fernando Garcia no artigo que eu republico abaixo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

 

Mulheres empreendedoras: nem melhores, nem piores, apenas diferentes

Por Luiz Fernando Garcia

 

As diferenças entre os homens e as mulheres sempre foram motivo de discussões. Metaforicamente, a mulher agüenta quinze assaltos e ganha uma luta por pontos. Já o homem agüenta apenas cinco e ganha por nocaute, buscando o resultado final. Enquanto as mulheres persistem a longo prazo e vencem justamente por isso, os homens são resolutos.

 

Essa e outras tantas características tipicamente femininas fazem a diferença. Se os homens foram os heróis da Era Industrial, as mulheres têm um grande papel a desempenhar na era dos Serviços, que precisa de facilidade de relacionamento com clientes e com comunidades, característica feminina por excelência.

 

Mas afinal, qual o perfil da mulher empreendedora? Para elas, possuir um negócio próprio parece ser uma estratégia de vida e não meramente uma ocupação ou um meio para ganhar dinheiro.

 

Ambivalentes, as mulheres tendem a valorizar mais o trabalho do que os filhos ou a família em geral, mas, ao confrontar o dilema trabalho x marido, as empreendedoras optam por uma alternativa que expressa a valorização combinada de ambos. Assim, têm como meta atingir um equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal, utilizando diferentes estratégias para lidar com as demandas do negócio e da família.

 

Essas mulheres têm mais facilidade para compor equipes, persistência, cuidado com detalhes, além de valorizarem a cooperatividade. Apesar de incluírem certa dose de sentimentalismo a suas decisões, têm maior facilidade para desenvolver atividades intelectuais, inverso ao homem, que é mais ágil e prático.

 

Nesse sentido, posso citar o caso da empresária Silvia Patriani, que afirma que as mulheres empreendedoras devem manter o foco; ter poder de análise do mercado, manter sempre os olhos voltados para o futuro, com arrojo e persistência.

 

Empreendedora por natureza, Silvia montou uma empresa de Educação Executiva, para levar conhecimento a vendedores, gerentes, líderes de todos os segmentos empresariais. Um trabalho intenso e constante, onde é muito complicado conciliar trabalho, família e lazer.

 

As empreendedoras são assim: com forte tendência a perceber seus negócios como difíceis, porém elas os vêem muito mais como um desafio do que um fardo, o que contraria crenças muito difundidas, de que as mulheres não conseguem manter tantas responsabilidades – lar, marido, filhos, trabalho – os negócios tendem a ser vivenciados sem culpa, em harmonia com o lar, vantajosos para a família, não se constituindo, portanto, como oposições.

 

Quando critérios como auto-realização, eficiência e lucros foram utilizados para avaliar o sucesso feminino, concluiu-se que mulheres empreendedoras quebraram o pensamento estereotipado e hegemônico já existente. Fatores internos e típicos das mulheres, como o sucesso interior, foram considerados quesitos de maior importância.

 

Características femininas que sempre foram vistas de forma preconceituosa, por serem associadas a fragilidades, acabaram virando vantagens no mundo corporativo atual. Toda essa sensibilidade faz das empreendedoras o grande diferencial no meio dos impulsos masculinos.

 

Luiz Fernando Garcia – É um dos quatro consultores certificados pelo ONU (Organização das Nações Unidas) para coordenar os seminários e capacitar os coordenadores, facilitadores e trainees do EMPRETEC/SEBRAE.

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